terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Cloverfield - Monstro

(Cloverfield, 2008, Matt Reeves)




Olha o Matt Reeves aí de novo, gnt! 

Pra sairmos um pouco do clima anos 50 que estava o blog e voltarmos à atualidade, resolvi falar sobre outro filme do Reeves (de Deixa-me Entrar) que tive a oportunidade de assistir esses dias: Cloverfield.

O estilo do filme também é bem atual: é o Found Footage, que tem sido bastante explorado atualmente no cinema, principalmente em filmes de terror, como é o caso do nosso filme de hoje. Esse estilo "filmagem perdida" foi explorado primeiramente no polêmico Holocausto Canibal em 1980 que, apesar de ser um filme italianao, foi filmado aqui na Amazônia e produziu uma imagem deturpada de índios canibais (não há nada comprovado se realmente existem/existiram tribos canibais no Brasil, mas até que se prove ao contrário, nossos índios são muito é do bem, viu?!) e que foi banido em 50 países, dentre eles a prórpia Itália e  o Brasil. Acredito eu, que devido a polêmica com o filme, o gênero found footage foi evitado, permanecendo no limbo por quase duas décadas até que, em 1999, Daniel Myrick e Eduardo Sanchéz vem com sua Bruxa de Blair que foi sucesso de público e bilheteria lucrando milhões. Mas mesmo assim, não foi o suficiente para tirar essa modalidade de filme do limbo até 2007, quando Atividade Paranormal e [REC] o reafirmando como gênero de $uce$$o, fazendo com que, dessa vez fosse altamente explorado.

Lançado um ano após o sucesso de Atividade Paranaormal, Cloverfield contou de um marketing massivo para sua divulgação, aproveitando ainda que o gênero estava em seu "hey-day" para lançar um novo elemento no found footage: um monstro. Sim, enquanto Atividade trazia espíritos, Blair trazia Bruxas e Holocausto canibais, Cloverfield resolveu investir em um monstro que aparece do nada, mas, do nada mesmo, para atacar New York, a cidade que não para! Tudo começa quando amigos estão planejando uma festa de despedida para Rob Hawkins (Michael Stahl-David) que viajará a trabalho pro Japão (Japão, monstro gigante que ataca cidade... será o filme uma possível homenagem a Godzilla e seus wannabes?). A festa ocorre nos trinks sobre a filmagem de Hud (T.J. Miller), até que um tremor acontece e todos ficam apavorados achando que é um ínico de teremoto, então eles vão para a sacada verem o que se passa, mas quando bolas de fogo são lançadas do nada pelas ruas, eles descem do prédio apavorados, até descobrirem que a amaeaça é muito maior do que um terremoto: um monstro ataca Nova York.

Assim, como o seu predecessor: Bruxas de Blair, que em nenhum momento revela a bruxa no filme, Cloverfield também deixa esse detalhe em, aberto, mostrando apenas em alguns flashes na filmagem o monstro, mas em nenum deles a cara é revelada, o que eu até entendo, pois, algo oculto aos olhos causa realmente mais pãnico do que algo que se pode ver, fora o risco de nos apresentar uma criatura decepcionante acabando com o clímax do filme. Porém, Cloverfield deixa oculto mais coisa e não só a face do monstro, mas também explicações de como e porquê ele chegou para atacar Nova York. Isso deixou muitos telespectadores irritados saindo reclamando das salas de cinema, óbvio, mas a explicação da falta de explicação (rs!) é de que o filme parecesse 100% com uma filmagem realmente achada, de parecer o máximo possível que jovens gravando uma festa acabam sendo pegos de surpresa por um ataque monstruoso e que mesmo com a correrria na chance de tentar se salvar continuam gravando tudo; a escolha de atores desconhecidos/novos também foi usada em prol da realismo que o filme queria passar. Mas eu acho que, pelo menos, em um dos momentos em que a galerinha tentando se refugiar encontram-se com soldados, poderia pelo menos ter surgido algum diálogo que mesmo que de leve revelasse algo sobre o monstro, só acho.

Outra coisa que irritou, pelo menos a mim, foi o fato do filme ter insistido na intercalagem entre as filmagens que ocorreram durante o dia do ataque e de um diálogo gravado entre Rob e sua paixão Beth (Odette RoittYustman), já que a fita que usaram para gravar a festa/ataque era uma fita que Rob havia gravado com Beth, mas, sem querer foi usada para a gravação. Mas, no final do filme, eu acabei entendo a insistência nesses intercales... ah, a ironia do destino (só assistindo vcs saberão, rsrs)! Me irritou também, e isso acho que não só a mim, foi de terem usado o famoso clichê do jovem apaixonado em um filme de terror, que mesmo sabendo do terror que está havendo a sua volta, resolve tentar salvar o seu amor, pois aqui Rob resolve ir até o prédio da Beth para tentar salvá-la, só que o prédio dela fica perto de onde o monstro se localizava e mesmo sabendo disso o cego de paixão (leia-se burro, idiota, otário!) vai até lá, e o pior que os amigos dele, muy amigos que são, resolvem, mesmo que contrariados ajudá-lo! É realmente de matar, não! Mas, com isso descobrimos de prega que o monstro não é a única ameaça, mas também, os parasitas do monstro. Sim! Assim, como um cachorro tem pulgas, o monstro tem parasitas que são de o tamanho de cachorros Rottweillers (coerente, já que o mosntro é gigante) que saem dele para ajudar, involuntariamente, em seu ataque... foda!

Bom, apesar das coisas irritantes que citei, o filme ainda consegue ser um bom entretenimento e que cumpre com a função de nos passar a imagem de uma filmagem real e com seus momentos de tensão e angústia consegue nos colocar no lugar (ou com) os personagens, mesmo que, óbviamente, eu tomaria algumas decisões super diferente deles se minha cidade sofresse um ataque desses, a começar pelo fato de largar a camera e sair correndo pra tentar me refugiar o mais longe possível dali, rsrsrsrs!

Nota: 6 / 10